domingo, 13 de novembro de 2011

O cantar do pássaro

Andando sobre pedras já marcadas
Revejo lascas e rachaduras
Por qual motivo elas estão ali?
Sei que essa pergunta me abre caminhos
Mas não me levará muito longe

Olhando para o chão,

De cabeça baixa,
Procurando explicações...
Onde nem tudo pode ser explicado

Subitamente mudo o olhar para frente

Onde novas rachaduras são identificadas
Conhecidos desenhos...
Me curvo em aceitação

E eis que brota um questionar:

Tenho mesmo que passar por isso
Por vezes e vezes
A repetir o mesmo caminho?

...


Um canto de pássaro me chama atenção

E rapidamente levando a cabeça a procurar
Olho para os lados, direita e esquerda
Não, não está....

De onde vem esse canto Senhora?

Que coisa linda, que vontade de me aproximar
Vejo galhos balançando...
E, olha! Lá ele está!

Abandono tudo,

Pensamentos, sentimentos, pesar
Saio do caminho das pedras
E vou correndo até a árvore escalar!

Novas perspectivas, novo toque ao pisar

Aqui também uso minhas mãos
Que firmes suportam o desejo do meu coração
Aproximar-me do pássaro de mais belo cantar

Na árvore, um terreno desconhecido

Movimentos novos que meu corpo aprende a dar
Tudo parece mais leve, prazeiroso, divertido
Rio!!! Feliz e contente nesse brincar

Por que olhar para as pedras ao chão,

Se posso olhar para o alto e escalar?
Por que focar no que foi
Se tantas belezas ainda há para desbravar?

Hoje, embrenhada nesses galhos

Só penso em uma coisa
Me tornar esse pássaro,
Cantar minha canção
E voar!

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